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sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

As palavras

não são de agora e continuo a gostar patafísica

domingo, 16 de maio de 2010

Blogue

Descobri. Trocamos começos. Chegamos a um desacordo. Aconteceram duas visitas.
Hoje definitivamente pelo meio dela conheci o desinteresse.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Intimismo

Em nove menos dois dá presente. Talvez um dia chega a dez.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Reviver o dia

Para a mesa e para a cama
uma só vez se chama

Laura Esquivel

Chamo-me Fofo. Sou português. Conheço o meu compadre Bola e ainda me dou com as minhas três gatas residentes que são a Flor, a Poupette e a Luna.


2009

quarta-feira, 17 de março de 2010

A criação é um modo de caminhar

e por isso criei um novo blogue que vai descrever o que sinto na hora de conhecer determinadas pessoas de todos os "extractos".

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

e A outra via

http://ilovethinks.blogs.sapo.pt/

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

A outra via

aprenderosmeusdireitos.blogspot.com

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Em "bom" português

fim
(a ouvir Fácil de entender dos The Gift)

sábado, 24 de outubro de 2009

Em falta

de quem me fale de uma certa chuva...

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Nem todo o lixo é LIXO

Agora é hora de arrumar o lixo. Na evasão dos sentidos, deambulo pelos caminhos mais fáceis de caminhar. O sopro da melancolia esvaiu-se aos poucos. Respiro agora com mais urbanidade. Neste massacre que foi otempo rasurado em repetições sem fim, percorri a lúgubre estrada insone. Na pícara demasia do silêncio, um esgar inefável percorria a sala áspera e abafada dos abraços. Todos os corpos que rastejavam para a luz eram a simbiose perfeita de um sonho. O resto, foi uma cerimónia com todos os presentes na alegria do risco e da vitalidade.

Todas as sombras já foram apagadas pela mimese inaudita do actor. O perfume do dia foi consumido no dealbar da noite, entre um atroz cansaço e uma cama macia por utilizar. De um salto, a memória retêmo percurso feito amor, arte feita carinho e um sorriso ainda por explicar. Por ora, é tempo de guardar as ferramentas, as aprendizagens feitas num ritmo inefável de velocidade excessiva. Tempo agora de parar, de pagar todas as multas. Evasão para outras margens, novos trilhos do andarilho pobre sempre carregando no saco mais e maravilhoso lixo!

quinta-feira, 4 de junho de 2009

A culpa é da vontade de ler o deus da máquina

a culpa não é do sol
se o meu corpo se queimar
a culpa é da vontade
que eu tenho de te abraçar

a culpa não é da praia
se o meu corpo se ferir
a culpa é da vontade
que eu tenho de te sentir
a culpa é da vontade que vive dentro de mim
e só morre com a idade
com a idade do meu fim
a culpa é da vontade

a culpa não é do mar
se o meu olhar se perder
a culpa é da vontade
que eu tenho de te ver

a culpa não é do vento
se a minha voz se calar
a culpa é do lamento
que sufoca o meu cantar
a culpa é da vontade que vive dentro de mim
e só morre com a idade
com a idade do meu fim
a culpa é da vontade

A culpa é da vontade de António Variações

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Porque me preenchem as palavras assim de caminho

A estante. A agenda com todos os últimos registos de vida. Parto daqui para fora. Acabo de queimar a câmara dos desejos naquela casa perversa. Agora, só escombrose dor. A morte de alguém, um dia colorido na minha hirsuta barba e um cabelo agitado ao vento, destrambelhado. Os pés nus e a cara rija. Frio é o que não falta na serra da Peneda. Castro Laboreiro, Lamas de Mouro. Aqui estou bem, posso dormir descansado de todos os crimes cometidos. Um bornal ajustado à razão do meu corpo, a sudação de uma pele e um olhar de garrano atento entre as urzes e os vidoeiros. Alta roda da noite. Desaparecendo na surdina ordinária do deserto, consomes-te no frágil nevoeiro da fidelidade. Prefiro a suprema ironia de te ver pelas costas. Há sempre uma carta tardia, um horóscopo sincopado na tua infantilidade. Acreditar nas datas perfeitas e que mais? Só tens solidão e mágoa, pútrida cara enfadonha e ensimesmada. Egoísmo e narcisismo. Foi isto que me disseram sobre as novas gerações, fechadas nos seus sons e nos aparelhos de tapar os ouvidos para o mundo. Sempre a mesma ausência de silêncio que já diagnostico há décadas, fisiologista dos sentidos que sou. Vem, com a esperança gasta das horas na plúmbea arte de manobrar as mãos. As mãos e os dias, esfera inacabada do sucesso, planta de altar-mor enegrecida, Mértola é já ali. Os Mauros da Mauritânia foram agora descobertos. E de sol a sol se planta o trigo no Alentejo sarraceno, volta a Portugal da eternidade, na perenidade de um sonho. Rufam os tambores. Baixo motor do dia. Queria um complemento poético, receitado três vezes ao dia. Verbos incondicionais, mente inquieta, horários por cumprir em demanda da saudade. Já chega de relógiose pontes, sempre o desejo em particípio passado, letras e mais números, álgebras lineares num quarto vazio. Fecha agora a porta, com um sorriso nos lábios e some-teda vista dos mortais! Na metástase do pensamento, há adolescentes a mais nas fotos de consumo imediato. Mastiga e deita fora a harmonia do mundo. Tanta zurrapa nas frontes, pistola a atirar ao ar mais medo que consolação. Um torpor que te mata e deixa-te na prisão insalubre. Escolheste a bifurcação errada e não sou eu que te vou ensinar o caminho de volta, Ícaro. Nos teus labirínticos destroços, procuras em vão Dédalo e choras copiosamente. Quem te mandou ser tão perfeccionista? Quem te disse que só de realidade é feita a argamassa dos humanos? Ah, para que fazes tantas perguntas? Procura antes o fio de Ariadne, tua única e derradeira saída. Guarda a criança dentro de ti, perde-te nas planícies imorredoiras, sacode os pés contra a terra dura e seca. Cresce e aparece! Vai já passar, o mito acalma-se na fogueira das vaidades. Preâmbulos edidascálias. Apetecia-me agora escorrer os livros com água-benta da poética militante.Quero cravar uma faca na lombada do desejo assassino, livros por encomendar. Sonho agora com o desejo de escrever um pensamento, um poema apenas. Não consigo! Quem me dera perceber-me! Algum dia perceberei o que digo, o que soletro, o que marco? Fachadas, náufragos nas pedras frias. Os cornos de lana caprina são saltos no escurode um pensamento tergiversado na névoa de um sonho. Palavra gasta e usada, palavra prostituída, calcada, rasurada, comida. Deus e o homem são inimigos fidagais. Um som inquietante chama-me lá de fora. Tenho medo de sair, tenho medo das sombras nosolhos cinzentos da morte. Uma nova promessa de acordo alucinado. Um novo prémio,das utilizações mais agudas e rápidas na história do saber digital. Falo de dedos, carpoe metacarpo. Torso e banalidades de última hora. Chá e torradas para o caminho. Violações e pestes no caminho de Pinter. Um dia farás anos e oferecer-te-ei um livro. Agora vou-me embora, apetece-me voltar ao cadafalso, com um sorriso nos dentese uma cefaleia incomensurável. Masturbo-me agora em silêncio, deixai vir a mimos remorsos de uma moral em queda livre, olhos que me reprimem e dão-me maisvontade de acabar com tudo, com a inveja, a putrefacção das cidades, os esgotos eas vozes de protesto. Ah, quero regressar, quero acordar, chamas, nuvens, a loucura. Deixai-me cair na cama dos horrores! Esta realidade é demasiado perversa e mortal! Chega. Chega! Quando queimarei tudo isto? Quantos fogos-fátuos ainda terei de cometer?

terça-feira, 21 de abril de 2009

o que faz falta é ...

há sempre o outro lado da moeda disse alguém

domingo, 19 de abril de 2009

quinta-feira, 9 de abril de 2009

sábado, 21 de março de 2009

Mais do que é natural


(imagem retirada de )

o que me mete medo é o olhar que me faz lembrar outra história!

quinta-feira, 12 de março de 2009

Na(sua/minha) sede da busca da palavra feita prosa ou poesia

Portas trancadas
no silêncio
indefinido

Na sede de um poema
sugo febrilmente a seiva

aikikai