sexta-feira, 9 de outubro de 2009

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

À nossa natureza

Espinha vertical no perfazer de madeixas pelo acto contínuo do tempo que volta sempre rejuvenescido.

O melhor do mundo








terça-feira, 6 de outubro de 2009

Transparente líquido outonal

Pingos caem sobre a paisagem. Tocam no fundo para dar de beber à terra poeirenta de fim de verão. Um casal aconchegado de pena ave namora cuidando da margem do rio. Suas vizinhas verdes folhas sacodem ao vento o líquido hemorrágico. Quietos marido e mulher em reino próprio olham o rio à foz.

O vento amainou. A chuva não.

Margem a margem a velha ponte liga vida vivida. Continua de pedra e água.

sábado, 3 de outubro de 2009

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Há sempre uma primeira vez na biblioteca

Suspensa até dia 14 (e sem ter também direito a livros) Atraso na entrega por uma semana do cd de música e do dvd filme. "Tá mal"
Três vezes :(

Ao Nobel de Literatura 2009

Mario Vargas Llosa
Philip Roth
May be Philip Roth's most imaginative work of fiction. It is certainly his most original. It speaks of the different paths that a life can ...

Joyce Carol Oates
Joyce Carol Oates has often expressed an intense nostalgia for the time and place of her childhood, and her working-class upbringing is lovingly recalled in ...

Cláudio Magris
Uno dei più notevoli saggisti contemporanei e dei più penetranti e geniali studiosi di letteratura mitteleuropea, erede della grande tradizione culturale ...

Carlos Fuentes
Cee Nooteboom
Cee Nooteboom has won international renown as an author of novels, novellas and travel books, but likes to think of himself as a poet first...

Expressão mundial

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Contos mágicos de palavras invulgares

começa assim
O não desaparecimento de Maria Sombrinha “Pense-se, antemanualmente, que esta estória arrisca conter morte de criança. Veremos a verdade dessa tristeza. Como diz o camaleão – em frente para apanhar o que ficou para trás.” continua A viagem da cozinheira lagrimosa “- Dinheiro, meu patrão, é como lâmina… corta dos dois lados. Quando contamos as notas se rasga a nossa alma. A gente paga o quê com o dinheiro? A vida nos está cobrando não o papel mas a nós próprios. A nota quando sai já a nossa vida foi.” também A última chuva do prisioneiro “Que caia um montão de chuva, até chover dentro de mim, pingar-me os tectos da cabeça, me aguar o coração e eu sentir que Deus me está lavando das poeiras que a vida me sujou.” e ainda A gorda indiana “Ele a tomou nos braços e a acarinhou, cedido, sedento. Os que beijam são sempre príncipes.” também A menina, as aves e o sangue “A senhora escutou, mãos juntas, na educação do colo. Anuindo com o queixo, ia esbugolhando o médico. Todo o seu corpo dizia sim, mas ela, dentro do seu centro duvidava. Pode-se morrer assim com tanta leveza, que nem se nota a retirada da vida? E o médico, lhe amparando, já na porta: - Não se entristonhe, a morte é o fim sem finalidade. A mãe regressou a casa e encontrou a filha entoando danças, cantarolando canções que nem existem. Se chegou a ela, tocou-lhe como se a miúda inexistisse. A sua pele não desprendia calor. – Então, minha querida não escutou nada?”

Contos do Nascer da Terra de Mia Couto

para meu agrado ainda não acabei

sábado, 26 de setembro de 2009

Estampa do dia...

Amanhã é dia de eleição

- Oiçam!
O grito obriga-os a levantarem a cabeça. No alto do cerro, junto da orla das estevas, Armanda Carrusca aparece, de mãos erguidas.
- Digam à minha neta! Digam-lhe que ela tem razão! Um homem só não vale nada!

Seara de Vento de Manuel da Fonseca

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Porque

"Há pessoas que transformam o sol numa simples mancha amarela, mas há aquelas que fazem de uma simples mancha amarela o próprio sol".

Pablo Picasso

Domingo para Segunda

acordei de uma noite de curtas metragens.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Português serôdio

Detesto aqueles avisos de luzes que certos automobilistas fazem perante a iminência da polícia. E o ridículo de tudo isso é o passo de caracol a que alguns se prestam.
A segurança está antes durante e depois de qualquer viagem. Sejamos conscientes disso.

Ontem Hoje Amanhã

Não sejamos demasiados nostálgicos... para não favorecermos regressões, mas não sejamos demasiado apressados para que não fiquem laculas por preencher.

Celeste Malpique

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Ler

a obra Acerca da Alma de Aristóteles (mas para isso é preciso que a encontre)

Da biblioteca III: e ao sétimo dia


terça-feira, 15 de setembro de 2009

Hoje em dia

manhã nova, dia novo, vida nova.
"É o mundo do escuro e do claro, do barulho e do silêncio, do áspero e do liso. O seu espaço às vezes é grande e às vezes é pequeno, sabem-no todos os que voltaram à casa da sua infância. O seu tempo é às vezes curto, às vezes longo..."
E. Titchener

Está feita a escolha

PSICOLOGIA

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Em bom português

O sono é uma imitação da morte e é a morte que dá sentido à vida.

A Conjura
José Eduardo Agualusa

Vacilante

Sociologia ou Psicologia ou História

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Último dia de férias

:(

Avoir

Françoise Sagan nous a quittés il y a déjà cinq ans. Le 24 septembre, l’auteur de « Bonjour tristesse » s’éteignait après une vie tumultueuse, entre drogue, alcool et médicaments. Cette descente aux enfers, elle l’avait racontée dans un court récit de 80 pages, « Toxique ». C’est dans ces pages qu’elle décrit son grave accident de la route, à bord de son Aston Martin qui la laissera entre la vie et la mort pendant quelques jours et le début de sa dépendance aux psychotropes qui calmaient ses douleurs. « Toxique » avait été édité en 1964, puis il avait disparu. Les éditions Stock ont décidé de publier ce récit poignant écrit sur le ton d’un journal intime. Des illustrations de Buffet viennent imager la brutalité des mots. A découvrir dès le 14 octobre dans les librairies.

J.DLR.

domingo, 6 de setembro de 2009

Para ler

NIGHT TRAIN TO LISBON

sábado, 5 de setembro de 2009

Depois do dia a dia e sempre a saber

preciso (urgente) caminhar por outros caminhos... estudar...diferente

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

«Sou português… E Agora?»

Dedicado aos que mais gosto

Cada um de nós é vários, é muitos, é uma prolixidade de si mesmos. Por isso aquele que despreza o ambiente não é o mesmo que dele se alegra ou padece. Na vasta colónia do nosso ser há gente de muitas espécies, pensando e sentindo diferentemente.

Fernando Pessoa

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Não tiro o mérito ao


mas gosto e muito da interpretação de os Donna Maria

first day of vacation

enjoying the fish

sábado, 29 de agosto de 2009

Da minha loja preferida na Baixa


destas (na era do policial) e outras coisas antigas a descobrir...

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Volta e meia Fernando Pessoa

Ah, a frescura das manhãs em que se chega,
E a palidez das manhãs em que se parte,
Quando as nossas entranhas se arrepanham
E uma vaga sensação parecida com um medo
- O medo ancestral de se afastar e partir,
O misterioso receio ancestral à Chegada e ao Novo –
Encolhe-nos a pele e agonia-nos,
E todo o nosso corpo angustiado sente,
Como se fosse a nossa alma,
Uma inexplicável vontade de poder sentir isto doutra maneira:
Uma saudade a qualquer coisa,
Uma perturbação de afeições a que vaga pátria?
A que costa? A que navio? A que cais?

Não há três sem dois

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

De os mestres da literatura policial

Convite para a Morte de Agatha Christie

sábado, 15 de agosto de 2009

yes


Raul Solnado (1929-2009)

Rio das pessoas que querem parecer respeitáveis, das vaidades, do grotesco, da estupidez e do poder absoluto simples ou composto, do baixo golpe e do respectivo contra golpe, de quem é gordo e se estica, dos velhos que fingem que não são velhos e das flores de plástico com ou sem cheiro.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

domingo, 9 de agosto de 2009

Porque

não há que esquecer
...
...
...

Porque

o melhor: a minha família.

Porque

uma das melhores companhias: Fofo, Flor, Poupette, Luna...

Porque

uma das melhores coisas: música: jazz...

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Momento Poupette

lembro uma porta entreaberta numa fuga à natureza. "Prontos" como diria certo Animal e aqui e agora me vejo se vê na descida da natureza.
Sai um parecido à mãe gata.
Próximos episódios...

Aqui e no facebook (para quem não gosta de circo)

Sábado a descobrir

BARROCO TROPICAL UM ESTRANHO EM GOA- EDIÇÃO DE BOLSO NAÇÃO CRIOULA- 5ª EDIÇÃO A GIRAFA QUE COMIA ESTRELAS A ROTA DAS ESPECIARIAS JESUSALÉM PACK JESUSALÉM + NA BERMA DE NENHUMA ESTRADA E OUTROS CONTOS O ASSALTO O BEIJO DA PALAVRINHA O GATO E O ESCURO VOZES ANOITECIDAS CADA HOMEM E UMA RACA ULTIMO VOO DO FLAMINGO (O) CRONICANDO PACK MIA COUTO PENSATEMPOS + SEREIA O OUTRO PÉ DA SEREIA A VARANDA DO FRANGIPANI VENENOS DE DEUS, REMÉDIOS DO DIABO VOZES ANOITECIDAS (AUDIOBOOK) UNDER THE FRANGIPANI PACK EXCLUSIVO MIA COUTO LAST FLIGHT OF THE FLAMINGO CHRONIQUES DES JOURS DE CENDRE TOMBE TOMBE AU FOND DE L'EAU TERRA SONAMBULA CONTOS DO NASCER DA TERRA NA BERMA DE NENHUMA ESTRADA E OUTRO O FIO DAS MISSANGAS IDADES CIDADES DIVINDADES CONTOS DO NASCER TERRA 4VOL BRAILLE VARANDA DO FRANGIPANI 3VOL BRAILLE UNDER THE FRANGIPANI VERANDA AU FRANGIPANIER BALEINES DE QUISSICO ESTORIAS ABENSONHADAS ESTORIAS ABENSONHADAS ENCADERNADO MAR ME QUER UM RIO CHAMADO TEMPO, UMA CASA CHAMADA TERRA A CHUVA PASMADA PENSATEMPOS : TEXTOS DE OPINIÃO

Experiência do dia

Sempre ouvi dizer que o destino marca a hora. Hoje conheci uma pessoa que vale o gosto conhecer. O L mora no Souto. Souto fica para os lados de Pombal. Não conheço. Diz-me que é um sítio sossegado feito de casas, apartamentos e verdura. Um homem que me fala da sua afeição por gatos. De uma calma irrepreensível e de uma delicadeza que faz falta a muitos outros.
O destino marcou-me algumas horas. É sempre bem conhecer a valer.

sábado, 1 de agosto de 2009

O lado feminino do facebook

Dão-nos um lírio e um canivete
e uma alma para ir à escola
mais um letreiro que promete
raízes, hastes e corola

Dão-nos um mapa imaginário
que tem a forma de uma cidade
mais um relógio e um calendário
onde não vem a nossa idade

Dão-nos a honra de manequim
para dar corda à nossa ausência.
Dão-nos um prémio de ser assim
sem pecado e sem inocência

Dão-nos um barco e um chapéu
para tirarmos o retrato
Dão-nos bilhetes para o céu
levado à cena num teatro

Penteiam-nos os crâneos ermos
com as cabeleiras das avós
para jamais nos parecermos
connosco quando estamos sós

Dão-nos um bolo que é a história
da nossa historia sem enredo
e não nos soa na memória
outra palavra que o medo

Temos fantasmas tão educados
que adormecemos no seu ombro
somos vazios despovoados
de personagens de assombro

Dão-nos a capa do evangelho
e um pacote de tabaco
dão-nos um pente e um espelho
pra pentearmos um macaco

Dão-nos um cravo preso à cabeça
e uma cabeça presa à cintura
para que o corpo não pareça
a forma da alma que o procura

Dão-nos um esquife feito de ferro
com embutidos de diamante
para organizar já o enterro
do nosso corpo mais adiante

Dão-nos um nome e um jornal
um avião e um violino
mas não nos dão o animal
que espeta os cornos no destino

Dão-nos marujos de papelão
com carimbo no passaporte
por isso a nossa dimensão
não é a vida, nem é a morte

Gitan

É para amanhã