4 dos meus 6 espaços. Fora disto o dia acordou abafado. Paguei as contas mensais. Comecei por ler um livro que tinha na forja. Coimbra tinha uma temperatura de 35. Alimentei o ego com umas compritas. Tive intenção de passar pela FNAC mas não concretizei. Passei pelo continente nacional para alimentar os residentes do meu espaço. Cheguei a bom porto. Fim do dia.
toca o telemóvel sem me deixar o tempo de um toque atender ou mesmo deixa mensagem. Verifico e é número ocultado. Uma chamada pode ser engano, espaçado, duas, espaçado, também, três ao longo do dia, e já não conto mais, sem esperar resposta minha, já me intriga???
Porque desde o ano passado celebro o meu 25 de Abril. Um sábado da minha então rotina caseira em que se prenderam soldados. Um burburinho de gentes na novidade. O meu pai desde que me conheço ouvindo a rádio.
O meu pai chama-se João. Português imigrante de primeira gema – obrigado porque em defesa primeiro da sua família.
Que mulheres (estas) que bordam como se fossem rosas
orgasmos
a ponto – pé de flor no clítoris?
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Como voltar ao colo, aos seios, ao leite onde encontro o equilíbrio. O refúgio?
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Cheiravas súbito a plantas
vaginais…
Maria Teresa Horta
Martinho da Vila
Óscar (do bom conhecimento) - ao dia em que entrei na livraria Bertrand e escolhi o livro de Maria Teresa Horta, - ao Alípio que me fez ouvir Martinho da Vila.
Quem convive com a flor ano após ano sabe da sua presença. Quem como eu já não me aproximava há muito tempo foi uma surpresa em horário de almoço. Então nós sabemos da beleza e do cheiro a veludo.
Um pequeno lugar onde se pode ouvir a música o vento o mar as conjugações astrais um pequeno lugar do mundo onde à noite se sabe que tudo é como as luzes que cintilam um breve instante e nada mais.
- VII Encontro Internacional de Poetas. Maria Teresa Horta e Martinho da Vila. Faculdade de Letras de Coimbra. De 27 a 29 de Maio.
http://www1.ci.uc.pt/poetas
Jean-Marie G. Le Clézio (2008) Herta Müller (2009)
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